Enquanto a Tesla enfrenta um momento de instabilidade, Elon Musk direciona seus esforços para a expansão de sua capacidade de supercomputação em Inteligência Artificial. A xAI, startup de Musk, está construindo um novo data center em Atlanta, equipado com 12.000 GPUs da Nvidia, componentes cruciais para o processamento de IA.
Apesar de ser menor que o ambicioso projeto “Colossus” em Memphis, que contará com 100.000 GPUs, o centro de Atlanta sinaliza uma tendência de crescimento de data centers no setor de IA. Essa expansão, embora massiva, tem passado relativamente despercebida pelo público.
Essa expansão discreta levanta questões importantes sobre o controle e os impactos ambientais dessas instalações. Data centers consomem muita água, e em regiões como Memphis, onde a escassez hídrica é uma preocupação, o impacto é ainda maior.
A xAI firmou um acordo para usar águas residuais recicladas no resfriamento do data center. No entanto, a falta de transparência com as comunidades locais é um ponto de atenção, já que os impactos ambientais podem ser consideráveis, incluindo o aumento nas emissões de carbono.
O avanço do modelo DeepSeek, que se mostra mais eficiente no uso de recursos, coloca em xeque a necessidade de projetos tão grandiosos como os de Musk. Será que precisamos de estruturas tão gigantescas? As comunidades que abrigam esses centros podem pagar um preço alto, tanto ambiental quanto socialmente, enquanto a real necessidade desses data centers permanece uma incógnita.
É fundamental que a expansão de data centers seja acompanhada de perto, com uma abordagem responsável para garantir um desenvolvimento sustentável e transparente.