Já pensou em um marcapasso que some no corpo e dispensa cirurgia? Cientistas criaram um dispositivo minúsculo, menor que um grão de arroz, que pode ser injetado como uma vacina. A novidade promete revolucionar o tratamento de problemas cardíacos, que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são a principal causa de morte no planeta.
Milhões de pessoas usam marcapassos para regular os batimentos do coração. Os modelos atuais precisam de cirurgia para serem implantados, o que sempre envolve riscos. Mas, calma! A nova tecnologia, apresentada na revista Nature, pode mudar essa realidade.
O mini marcapasso já foi testado em animais e em tecidos cardíacos humanos, com resultados promissores. A ideia é que, em dois ou três anos, ele seja testado em pacientes. O dispositivo é tão pequeno que pode ser injetado com uma seringa, evitando cortes e pontos.
E tem mais! Ele é controlado por luz e se dissolve no corpo, eliminando a necessidade de outra cirurgia para retirá-lo. Imagine a praticidade! O marcapasso tem apenas 1 milímetro de espessura e 3,5 milímetros de comprimento.
Para funcionar, um adesivo é colocado no peito do paciente. Se o aparelho detectar batimentos cardíacos irregulares, ele emite luz infravermelha, indicando o ritmo correto. Uma “célula galvânica” usa os fluidos do corpo para transformar energia química em impulsos elétricos, que estimulam o coração a bater no ritmo certo.
Essa tecnologia pode ser uma grande aliada para bebês com problemas cardíacos congênitos, que precisam de um marcapasso temporário após a cirurgia. Além disso, pode ajudar adultos que passaram por cirurgias cardíacas a restabelecer um ritmo cardíaco normal.