Uma descoberta incrível agita o mundo da paleontologia: 131 pegadas de dinossauros foram encontradas na Ilha de Skye, na Escócia! Imagine só, essa ilha se tornou um dos maiores sítios de rastros de dinossauros do país. A pesquisa, liderada pela Universidade de Edimburgo, usou tecnologia de ponta para desvendar os segredos do passado.
Você consegue imaginar um clima tropical na Escócia? Pois é, há 170 milhões de anos, durante o período Jurássico Médio, a Ilha de Skye era um paraíso subtropical, com lagoas e um estuário gigante. E foi justamente nas margens de uma dessas lagoas que os dinossauros deixaram suas marcas, agora reveladas.
Para estudar as pegadas, os cientistas fizeram um verdadeiro trabalho de detetive. Eles tiraram milhares de fotos com drones e criaram modelos digitais em 3D das pegadas, usando uma técnica chamada fotogrametria. O resultado é impressionante e nos permite ver cada detalhe desses vestígios.
Quem passeava por lá?
As pegadas variam de 25 a 60 centímetros e mostram que diferentes tipos de dinossauros frequentavam a área. Algumas são de terópodes, aqueles carnívoros que andavam sobre duas patas. Outras, maiores e arredondadas, são de saurópodes, os gigantes de pescoço comprido.
O que mais chamou a atenção dos pesquisadores é que muitas pegadas formam sequências, como se fossem trilhas. A maior delas tem 12 metros de comprimento! Analisando a distância e a direção das pegadas, os cientistas concluíram que os dinossauros andavam tranquilamente pelas margens da lagoa, como os animais fazem hoje em dia ao redor de um lago.
“As pegadas nos dão uma visão fascinante do comportamento e da distribuição de terópodes e saurópodes em um momento crucial da evolução deles”, disse o paleontólogo Tone Blkesley. É como se estivéssemos espiando o dia a dia desses gigantes!
Carnívoros e herbívoros lado a lado?
As pegadas contam uma história curiosa: terópodes e saurópodes, apesar de serem predador e presa, dividiam o mesmo espaço nas lagoas. Mas calma, os cientistas acreditam que eles não interagiam muito por ali. Afinal, para os terópodes, um saurópode por perto seria uma tentação irresistível!
A equipe de Blkesley não pretende parar por aí. Eles querem continuar estudando as pegadas da Ilha de Skye e de outras regiões da Inglaterra. Quem sabe quais outros segredos esses rastros jurássicos podem falar?