Tim Sweeney, o chefão da Epic Games, não poupou palavras e acusou Apple e Google de agirem como “negócios estilo gângster”. A declaração bombástica rolou durante um evento da Y Combinator, na última quarta-feira (2). Segundo ele, as duas gigantes estariam metidas em práticas ilegais que botam pra correr concorrentes e prejudicam quem mais importa: os consumidores.
Sweeney botou o dedo na ferida, mostrando como as manobras das big techs afetam diretamente os negócios da Epic. Ele diz que fica difícil emplacar a Epic Games Store e que muitos desenvolvedores se sentem desanimados em usar suas ferramentas. Pra quem não sabe, a briga entre a Epic e as grandonas da tecnologia já virou novela nos tribunais nos últimos anos.
Epic Games x Apple e Google: Uma batalha nos tribunais
A Epic Games não pensou duas vezes antes de processar Apple e Google, acusando-as de monopólio nas suas lojas de aplicativos. A boa notícia é que a Epic saiu vitoriosa contra o Google. Já contra a Apple, o resultado não foi o mesmo. Mas calma, nem tudo está perdido!
A justiça deu um empurrãozinho e obrigou a Apple a ser mais flexível nas regras da App Store. Agora, os desenvolvedores podem oferecer links para outras formas de pagamento. Mas a Epic não se deu por satisfeita e continua peitando a Apple na justiça. O motivo? A empresa de Cupertino permite pagamentos por fora, mas cobra uma taxa de “apenas” 3% de comissão, o que não anima muito os desenvolvedores.
“Elas não jogam limpo”, dispara Sweeney
Durante o evento, Sweeney soltou o verbo e afirmou que Apple e Google não estão nem aí para a lei. “A real é que elas não são empresas que jogam limpo e seguem as regras”, disse ele. “Elas agem como negócios estilo gangster, fazendo o que acham que podem fazer. Se a multa for menor que o dinheiro que ganham com uma prática ilegal, elas continuam fazendo e pagam a multa”.
Sweeney deu um exemplo: quando alguém tenta instalar a Epic Games Store em um celular Android, o Google manda um aviso dizendo que o programa é de uma “fonte desconhecida” e pode ser perigoso. Segundo ele, essa “tela de medo” faz com que mais da metade das pessoas desistam de instalar. E não para por aí!
No iOS, mesmo com as novas regras na Europa, a Apple continua mostrando avisos que diminuem a vontade dos usuários de seguir em frente. Para Sweeney, essa é uma jogada clássica para proteger os próprios serviços, deixando a concorrência comendo poeira.
O impacto no mundo dos games
Outro problema apontado por Sweeney é o preço para colocar jogos na App Store. Para aplicativos que passam de 1 milhão de downloads, a Apple cobra uma taxa de US$ 0,50 por instalação por ano. Para quem cria jogos gratuitos ou que não rendem muito dinheiro por usuário, esse valor inviabiliza a distribuição na plataforma.
“Se o seu aplicativo não der muito dinheiro por usuário, nenhum jogo grátis vai querer entrar nessa”, explicou o executivo. “A Apple faliria esses jogos se eles seguissem esse modelo”. Apesar dos obstáculos, a Epic Games Store no iOS tem conseguido atrair jogos mais antigos. Sweeney está otimista e espera que, com a chegada de novos desenvolvedores ainda este ano, o catálogo da plataforma cresça tanto no Android quanto no iOS.