A magia do Circo Picolino: 40 anos de transformação social
No coração de Salvador, entre risos e acrobacias, o Circo Picolino celebra quatro décadas de resistência artística. Fundado em 1985 no bairro de Pituaçu, o espaço transcende os limites de um circo tradicional, tornando-se um verdadeiro motor de transformação social para crianças e jovens.
Criado pelo casal Anselmo Serrat e Verônica Tamaoki, o Picolino nasceu com uma missão especial: democratizar a arte circense e oferecer oportunidades para jovens em situação de vulnerabilidade. Ao longo dos anos, conseguiu entrelaçar alunos de diferentes origens, criando uma companhia que representa a diversidade brasileira.
Resistência em cena
A história do Circo Picolino é marcada por desafios superados. Mesmo após a perda de seu fundador em 2020 e os impactos da pandemia, o espaço reinventou-se, mantendo viva sua chama de esperança. Utilizando ferramentas digitais, continuou levando arte e educação para dentro dos lares baianos.
Formação além do picadeiro
Para Nina Porto, coordenadora da escola, o circo vai muito além do espetáculo. É um espaço de descoberta e transformação, onde cada criança pode explorar suas potencialidades, independentemente de seu futuro profissional. “O circo exercita habilidades fundamentais para qualquer ser humano”, destaca.
Celebração e futuro
Nesta quinta-feira (27), o Circo Picolino marca seus 40 anos com o espetáculo “Gran Circus”, apresentando para crianças de escolas públicas de Salvador uma mistura única de circo tradicional e contemporâneo. Malabarismo, palhaçaria, monociclismo e números aéreos prometem encantar o público.
Com projetos futuros em desenvolvimento e parcerias com a prefeitura, o Circo Picolino reafirma seu compromisso: ser um espaço onde todos cabem, todos são possíveis e onde a arte continua sendo um poderoso instrumento de transformação social.