O cantor Leonardo, um dos maiores ícones da música sertaneja, está no centro de uma disputa judicial que promete dar o que falar. Ele acusa o Frigorífico Goiás, conhecido pela controversa “Picanha do Mito”, de utilizar sua imagem sem autorização para promover produtos. A ação, protocolada no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), pede uma indenização de R$ 600 mil por danos morais e exige a retirada imediata de qualquer material publicitário envolvendo o artista.
O início do conflito
Tudo começou em 2020, quando Leonardo recebeu em casa um presente do frigorífico: uma caixa com cortes de carne para churrasco. Em um gesto de cortesia, o cantor publicou uma foto nas redes sociais segurando o presente. A empresa republicou a imagem na época e, segundo a ação judicial, continuou utilizando-a até hoje para divulgar seus produtos, sem qualquer autorização formal do artista ou da Talismã, empresa que gerencia os direitos de sua imagem.
De acordo com documentos anexados ao processo, a defesa de Leonardo tentou resolver a questão extrajudicialmente. Foram enviadas notificações e denúncias às redes sociais da empresa, mas nenhuma resposta foi obtida. Uma ata notarial registrada em fevereiro deste ano comprova que a imagem do cantor ainda é usada nos canais digitais e no site do frigorífico para promover kits de churrasco.
Ação judicial e pedidos
Na petição apresentada ao TJGO, os advogados de Leonardo solicitam uma tutela de urgência para que o uso da imagem seja imediatamente suspenso. Caso a empresa não cumpra a determinação, poderá ser multada. Além disso, o cantor busca reparação financeira pelo dano causado à sua imagem pública e à exploração comercial indevida.
“A empresa requerida tem se utilizado de forma ilegítima e desautorizada das imagens do cantor Leonardo para auferir lucro de forma indevida”, afirmam os advogados na petição. Até o momento, o frigorífico não se pronunciou oficialmente sobre o caso e ainda não foi notificado formalmente pela Justiça.
Histórico controverso do frigorífico
O Frigorífico Goiás já esteve envolvido em outras polêmicas. Em 2022, ganhou notoriedade ao lançar a “Picanha do Mito”, vendida por R$ 22 no dia das eleições presidenciais em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A promoção gerou tumulto em Goiânia, resultando na morte de uma mulher durante uma aglomeração em frente à loja. Na época, a Justiça determinou a suspensão da campanha sob pena de multa diária.
Além disso, inspeções posteriores encontraram irregularidades como carnes vencidas e produtos sem data de validade no estabelecimento. As práticas comerciais da empresa têm sido alvo frequente de críticas e ações judiciais nos últimos anos.