O cinema de ficção científica ganha novo capítulo com “Mickey 17”, filme que promete abalar as estruturas do gênero. Dirigido por Bong Joon-ho, o longa traz Robert Pattinson como protagonista em uma trama que questiona os limites da vida e da descartabilidade humana.
A trama por trás dos clones
Imagine um futuro onde as missões espaciais dependem de um sistema cruel: um tripulante “descartável” que é clonado antes de cada tarefa perigosa. Mickey 17 já morreu 16 vezes, e cada clone assume o posto do anterior em um ciclo impressionante de sobrevivência e sacrifício.
O filme mergulha em conflitos intensos quando dois clones – Mickey 17 e Mickey 18 – se encontram, gerando situações repletas de tensão entre colonos, humanos e os nativos do planeta, chamados de “rastejadores”.
O confronto final
O ponto alto acontece quando Kenneth Marshall (Mark Ruffalo) planeja exterminar os nativos, sequestran do um filhote da espécie. Mickey 17 e Mickey 18 se unem para impedir a matança, descobrindo que os rastejadores podem eliminar a humanidade através de frequências sonoras.
No desfecho dramático, Mickey 18 se sacrifica, detonando-se com um colete explosivo para matar Marshall e libertar a colônia. Nasha, personagem fundamental, assume um cargo de poder e decide encerrar o programa de clones descartáveis.
O simbolismo do fim
Em um momento simbólico, Mickey 17 destrói a impressora que gera seus clones, marcando o fim de um sistema desumano e inaugurando uma possibilidade de coexistência pacífica entre diferentes espécies.
O filme não é apenas mais uma história de ficção científica, mas uma profunda reflexão sobre os valores humanos, sacrifício e as consequências éticas de sistemas que tratam vidas como meros recursos descartáveis.