Raphael Fernandes Ferreirinha foi condenado a 24 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, pela morte de sua enteada, Nicolly da Conceição Macedo, de 2 anos, na manhã de 19 de janeiro na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o padrasto cuidava da criança enquanto sua companheira, mãe da menina, trabalhava. Ele teria se irritado com o choro da menina e a teria matado asfixiada.
Em depoimento, Nataly de Macedo, mãe da criança, contou que após ela sair para trabalhar, Raphael contou que Nicolly se debateu na cama, enrolou a língua e colocou sangue pela boca. Durante o julgamento, Nataly relatou seu sofrimento e disse que passou a tomar antidepressivos após a morte da filha.
Segundo o Ministério Público, Raphael apertou o pescoço da menina e bateu com sua cabeça no chão.
Uma médica da região foi chamada e atestou o óbito da menina. A médica desconfiou de causas externas e acionou a Polícia Civil. No exame de necropsia, peritos do Instituto Médico-Legal (IML) confirmaram que ela sofreu asfixia mecânica e traumatismo craniano com hemorragia.