O governo federal declarou guerra aos roubos de celulares, que se tornaram um motor para o crime organizado. A estratégia? Mudar a lei e turbinar a tecnologia para pegar os ladrões.
O próprio presidente Lula já tinha falado sobre o assunto, prometendo não deixar que “a república dos ladrões de celular” assuste a população. E agora, o Ministério da Justiça está colocando a mão na massa.
Novas Leis à Vista
Ricardo Lewandowski, o ministro da Justiça, já mandou para a Casa Civil um projeto de lei que mira nas quadrilhas especializadas em roubos de celulares. A ideia é aumentar a pena para quem rouba para terceiros e para quem compra esses aparelhos roubados.
Se a lei mudar, quem for pego roubando como parte de um esquema maior pode pegar de 2 a 8 anos de cadeia. E quem for pego revendendo celular roubado pode ter a pena aumentada em até 50%, chegando a 12 anos de reclusão.
O projeto quer pegar criminosos como Suedna Carneiro, apelidada de “mainha do crime”, que foi presa em São Paulo por fornecer equipamentos para ladrões de celulares e revender os aparelhos.
Tecnologia como Aliada
Além de endurecer a lei, o governo quer melhorar o programa Celular Seguro. Essa plataforma já permite que as pessoas cadastrem seus contatos de confiança para avisar as autoridades em caso de roubo ou perda do celular.
Com o alerta, as operadoras podem bloquear a linha e as transações bancárias. Também dá para inutilizar o celular usando o IMEI, o número de identificação do aparelho.
A próxima fase do programa vai enviar mensagens automáticas para quem colocar um chip em um celular irregular. A mensagem vai avisar que o aparelho é roubado e que ele deve ser entregue à polícia.
Essa ideia foi inspirada em um projeto do Piauí, que recuperou mais de mil celulares no primeiro trimestre de 2024 com a ajuda da tecnologia. O sistema de lá também rastreia os aparelhos que são religados na rede de telefonia, facilitando o trabalho da polícia.