Donald Trump estendeu o prazo para a ByteDance, empresa chinesa dona do TikTok, vender a operação do app nos EUA. A decisão foi anunciada na rede social Truth Social, com uma prorrogação de 75 dias.
Essa medida permite que o TikTok continue funcionando nos Estados Unidos, mesmo sem a venda para um comprador que não seja chinês. Essa exigência faz parte de uma lei aprovada em 2024. Trump justificou a prorrogação, afirmando que a transação precisa de mais tempo para garantir todas as aprovações necessárias.
O adiamento acontece em um momento de tensão comercial entre os Estados Unidos e a China. No mesmo dia do anúncio de Trump, o governo chinês anunciou tarifas de 34% sobre produtos americanos. Essa foi uma resposta à taxa imposta por Washington a produtos chineses no início da semana.
Trump mencionou que espera continuar trabalhando com a China e que estaria disposto a rever as tarifas como parte de um possível acordo envolvendo o TikTok. O governo americano está negociando para que investidores não chineses aumentem sua participação na operação do TikTok.
Essa proposta inclui a criação de uma nova empresa americana para administrar o aplicativo, reduzindo a participação da ByteDance para menos de 20%, conforme exigido pela legislação. A Reuters informou que o Walmart pode estar entre os interessados na compra, já que a varejista havia demonstrado interesse no app em 2020.
O prazo original para a venda terminaria em 19 de janeiro, véspera da posse de Trump. Após uma suspensão temporária, o TikTok voltou a operar com o adiamento da aplicação da lei por dois meses e meio. A legislação exige que a operação do aplicativo nos EUA seja transferida para uma empresa sem controle chinês, sob risco de banimento. A ByteDance nega que o TikTok represente uma ameaça à segurança americana.
Mas, por que os EUA querem banir o TikTok? As autoridades americanas alegam risco de espionagem, afirmando que o TikTok coleta dados confidenciais de mais de 170 milhões de usuários americanos, que poderiam ser acessados pelo governo chinês. A ByteDance nega ter compartilhado dados com autoridades chinesas, mas as preocupações com a privacidade e segurança dos dados levaram à criação da lei que prevê o banimento do TikTok caso a venda não seja concretizada.